A freguesia de Aldeias composta pelos núcleos de São Cosmado e Alrote, soma cerca de 340 habitantes, de acordo com o censo. O Orago é São Cosme, mas a população assinala igualmente as festividades do Mártir São Sebastião e da Imaculada Conceição.
A agricultura e a pastorícia, são as a atividades económicas dominantes, prolongam uma tradição e uma cultura secular das populações, que concorreram para a matriz etnográfica original da freguesia.
Atesta-o recorrentemente, na lembrança e no imaginário das populações, o número formidável de cabeças de gado ovino, que durante os rigorosos invernos e, na impossibilidade conseguirem pasto nas largas áreas de baldios, tinham de procurar através da transumância, no Alentejo ou no Douro, o seu alimento. Em torno da pastorícia desenvolveu-se e transmitiu-se uma riquíssima herança imaterial expressa nos usos nos costumes quotidianos, e nas tradições dos Aldeenses.
A freguesia possui um notável património edificado, a Igreja Matriz, a capela de São Sebastião, o Moinho da Água ou o Cruzeiro do Terreiro, são testemunho desse mesmo património.
Dada a sua localização, na encosta da serra, podem ser visitados inúmeros locais de interesse turístico, como os diversos mirantes, o Parque de Merendas e a Piscina Fluvial. De referir o carvalho do adro, de dimensões tão consideráveis que a sua fotografia se encontra no Museu Botânico da Universidade de Coimbra. Colectividades como o Clube Desportivo Popular Aldeense, a Associação Cultural e Desportiva de Aldeias e a Liga Humanitária Social e Cultural de Aldeias merecem o nosso destaque.
Naqueles tempos distantes de meados do século XVIII, eram 10 mil as cabeças de gado que, pelo São Miguel (finais de setembro), dali partiam para o Alentejo, para o Douro ou para os campos do Mondego, onde passavam o inverno. A dura vida do pastoreio, pelas rotas da transumância, em busca permanente por temperaturas mais amenas e pastagens mais verdes para os rebanhos, marcou de forma inapagável a história das gentes de Aldeias… mesmo antes de a povoação, cravada no Parque Natural da Serra da Estrela, ter esse nome sui generis.
Formada da junção das aldeias vizinhas de Alrote e São Cosmado, Aldeias – assim mesmo, em nome próprio e plural – sempre foi terra de pastores, produtores de lã, de carne e do (mais tarde tão afamado) queijo Serra da Estrela. Ainda hoje assim é: agricultura e pastorícia são as principais atividades económicas do lugar, dando seguimento à tradição centenária do povo aldeense.
Marcos das tradições locais são espaços patrimoniais como a Igreja Matriz, a Capela de São Sebastião, o Moinho da Água e o Cruzeiro do Terreiro. Pontos de interesse turístico são igualmente os miradouros que rodeiam a aldeia montanhosa. No entanto, no que toca a obras da mãe natureza, a principal está mesmo no centro de Aldeias, no adro da Igreja Matriz: um imponente carvalho-alvarinho (ou carvalho-roble), de 27 metros de altura e 28,15 metros de diâmetro médio da copa, classificado com arvoredo de interesse público. A colossal árvore centenária, que a tantas caminhadas infindáveis dos pastores locais terá assistido, será provavelmente o maior símbolo da tenacidade aldeense.
A freguesia de Mangualde da Serra possui cerca de 200 habitantes, e tem como padroeiro São Vicente. Festejam-se, também aqui, a Nossa Senhora de Fátima e a Senhora do Monte.
Há notícia da fundação muito remota desta freguesia, mesmo anterior às Inquirições de D. Afonso III, de 1258. O priorado – competência de escolher o clero local – era um direito da coroa de Portugal
As principais atividades económicas da população, passavam pelos estabelecimentos fabris de freguesias vizinhas, pela agricultura familiar de milho, centeio e batata e pela criação de gado e produção de queijo da serra.
Localiza-se nesta freguesia um dos mais encantadores locais de interesse turístico da região – a Senhora do Monte. Trata-se de um amplo mirante com graciosa capelinha e três carvalhos centenários e algumas infra-estruturas para utilização dos viajantes, que oferece uma paisagem deslumbrante. A Senhora do Monte está associada a uma lenda que diz que uma imagem da Virgem aqui encontrada e, posteriormente transportada para a Igreja Matriz, repetidamente regressou a este local, onde os naturais construíram a ermida e passaram a vir anualmente em romaria.
Com uma fonte de vida, abençoada pela Senhora do Monte e vigiada pela Cabeça do Velho: assim se apresenta Mangualde da Serra. Umbilicalmente ligada à terra e ao seu cultivo (ou não fosse um mangual um utensílio para “malhar” cereais) e plantada na encosta norte da Serra da Estrela, a aldeia do concelho de Gouveia tem nas obras da natureza (e do divino?) em redor as suas maiores riquezas.
Vizinha da barragem e da praia fluvial do Vale do Rossim, Mangualde da Serra tem nos seus domínios o Mondeguinho (nascente do maior rio inteiramente português) e oferece uma vista privilegiada para a famosa Cabeça do Velho (formação rochosa instalada a 1500 metros de altitude). Ainda assim, a maior devoção dos mangualdenses vai para a Senhora de Monte: o local de romaria anual, com capela e parque de merendas, celebra a lenda das aparições de Nossa Senhora e da sua imagem que ali regressava sempre, quando era levada para a Igreja Matriz da povoação.
Aldeias e Mangualde da Serra (oficialmente: União das Freguesias de Aldeias e Mangualde da Serra) é uma freguesia portuguesa do município de Gouveia, na província da Beira Alta, região do Centro e sub-região da Serra da Estrela, com 37,55 km² de área e 492 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 13,1 hab/km².
Aqui se encontra a Praia Fluvial do Vale de Rossim, a zona balnear localizada a maior altitude do país (1300 metros).
Foi constituída em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, pela agregação das antigas freguesias de Aldeias e Mangualde da Serra e tem a sede em Aldeias
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